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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 3º CONGRESSO BRASILEIRO TJCC

 

 

 

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TODOS JUNTOS CONTRA O CÂNCER

 

Nos dia 27 e 28 de setembro de 2016 acontecerá o maior evento de oncologia do país.

As inscrições já estão abertas. Clique aqui para se inscrever.

Por ano são diagnosticados no Brasil cerca de  577 mil novos casos de câncer.  Já existem centenas de Associações no país lutando para garantir que melhores condições de tratamento estejam disponíveis, porém individualmente as mudanças e conquistas conseguidas por cada uma são mais lentas.

Este Seminário será de grande importância não só para os pacientes com câncer, mas para a saúde brasileira.

bdZ6TsPa (1) NÓS APOIAMOS!

 

Tiago Iorc apoia o nosso projeto.

Tiago Iorc com Martha Paes, uma das voluntárias Pró Medula (arquivo pessoal)
Tiago Iorc com Martha Paes, voluntária Pró Medula / Foto: arquivo pró medula

 

Tiago Iorc acompanhou bem de perto o caso do baixista Luciano Leindecker que, aos 42 anos foi vítima de um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, conhecido como mieloma múltiplo. O artista já havia realizado um auto-transplante, mas no final de 2014, após 8 anos de tratamento, Luciano deixou um legado de diversas trilhas sonoras que lançou com a banda Cidade Quem, formada também por seu irmão Duca Leindecker, com quem, Tiago já realizou parcerias e montagem de clipe.

Além de fã e amigo pessoal dos irmãos Leindecker, a música Dia Especial não deixou de ser uma homenagem ao amigo, uma vez que, a versão da música já estava pronta e a gravação do clipe programado. Por uma triste coincidência, Luciano veio a falecer uma semana antes da gravação.

Confira o clipe oficial da versão Dia Especial .

Tiago Iorc apoia o projeto Pró Medula e entende a necessidade da conscientização e divulgação do cadastro de doador de medula óssea.

 

Não esqueça como é simples se cadastrar:

Dirija-se ao hemocentro mais perto de você e informe sua vontade em tornar-se um doador voluntário de medula óssea. No primeiro momento será coletado apenas uma pequena amostra de sangue, sendo armazenado no banco nacional (REDOME) juntamente com seus dados pessoais.

 

Moradora de Bauru (SP) foi a responsável por curar leucemia de bancária

encontro Karla (esquerda) fez a doação para Marcely (Foto: Renata Marconi/G1)

Um abraço que representa a gratidão pela vida. Foi esse gesto de carinho – longo e emocionado – que marcou o encontro de duas mulheres no último fim de semana em Bauru, no interior de São Paulo. Quem não conhece Karla Ducatti e Marcely Vicente Klein imagina que elas são amigas de longa data, mas na verdade, a ligação das duas é maior e o encontro delas tem ainda mais valor, já que Karla é responsável por ser a doadora de medula óssea que livrou Marcely de uma leucemia.

Sem necessidade de apresentações, as duas não contiveram as lágrimas no primeiro e tão esperado encontro, que levou mais de dois anos para acontecer. "Obrigada, muito obrigada!", dizia Marcely, que saiu de Vila Velha (ES) para conhecer a moradora de Bauru e agradecer por ter recebido dela a oportunidade de se curar da doença.

A bancária Marcely Klein descobriu que tinha leucemia pela primeira vez em 2010. Ela passou por tratamento e se curou, mas em 2014, o câncer atacou novamente e desta vez precisaria de um transplante de medula óssea.

A moradora de Bauru só entrou nessa história quando recebeu uma ligação em 2014 e foi chamada para doar a sua medula. No entanto, ela, que já era cadastrada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) há sete anos, não imaginava que poderia ajudar Marcely, que mora a mais de 1 mil km de distância.

Dia depois, em casa, ela assistiu uma reportagem do Jornal Nacional e até gravou com o celular. Pela televisão, ela viu a alegria de Marcely, que acabara de receber a notícia que seu transplante tinha dado certo, mas Karla não fazia ideia de que era ela a responsável pela felicidade da paciente. “Eu não tinha associado uma coisa com a outra e nem tinha reconhecido o hospital. Eu ficava imaginando como ela era e foi além das expectativas. É uma relação de irmã. No momento em que ouvi a voz dela me emocionei muito, ela já era minha irmã", lembra.

O transplante foi feito há dois anos, mas apenas nas últimas semanas elas puderam saber quem era a outra pessoa envolvida no transplante porque, de acordo com as normas do Redome, receptores e doadores só podem se encontrar após dois anos do procedimento. E foi sucesso total. Marcely atualmente leva uma vida normal. “Eu estou ótima, me sinto ótima, não tomo medicação nenhuma, estou curada graças a Deus”, comemora.

Assista ao vídeo emocionante do encontro através do link.

Fonte: g1.globo.com

 

 

REDOME alcança 4 milhões de doadores cadastrados

4milhoes redomeO REDOME alcançou 4 milhões de cadastros de possíveis doadores, em maio deste ano. Antes de 2003, a possibilidade de se encontrar um doador no registro para paciente brasileiro era inferior a 15%. Hoje, há mais de 80% de chance de se encontrar um doador compatível em fase inicial de busca e, ao final do processo, 64% dos pacientes terão um doador compatível para a realização do transplante. Em 2003, o registro tinha em torno de 35 mil doadores.

A ampliação do REDOME aconteceu não apenas pelo seu crescimento quantitativo. O registro brasileiro participa de uma rede mundial com cerca de 26 milhões de doadores. Estes registros de outros países também são acessados pelo REDOME para busca de doador, o que amplia a probabilidade de encontrar um doador compatível.

 

Fonte: Redome

INCA lança vídeo para incentivar a atualização do cadastro dos doadores de medula óssea

Sem título-1Um dos grandes desafios do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e dos registros de todo o mundo é a fidelização dos doadores cadastrados, que podem permanecer, em média, de 20 a 25 anos como potencial doador. Para conscientizá-los sobre a importância de manter o cadastro sempre atualizado, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançou no dia 18, um vídeo para ser divulgado e compartilhado pela população, para que a informação chegue a todos.

O lançamento celebra a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que ocorre de 14 a 21 de dezembro e tem o objetivo de desenvolver atividades de incentivo à doação e ao esclarecimento sobre o procedimento.

Madrinha do registro brasileiro há cerca de 10 anos, a atriz e apresentadora Cissa Guimarães é a porta-voz da campanha em prol da atualização do cadastro. “Se você é doador de medula óssea, seu endereço, telefone e e-mail devem estar sempre corretos no cadastro do REDOME. Só assim, vamos encontrar você rápido quando alguém precisar de você. Atualize seus dados do REDOME para ser encontrado. Cada minuto faz diferença. Quem precisa de transplante não pode esperar”, explica Cissa.

Outra participação muito especial no vídeo é a da atriz Drica Moraes. Diagnosticada com Leucemia em 2010, Drica realizou o transplante de medula a partir de um doador não aparentado cadastrado no REDOME. Felizmente, ele estava com suas informações atualizadas, foi contatado e rapidamente pôde fazer a doação.

Hoje, o REDOME é o terceiro maior registro do mundo, com cerca de 3,8 milhões de doadores cadastrados, pessoas que compartilham solidariedade. É coordenado pelo INCA e conta com o apoio operacional da Fundação do Câncer.

“Somos parte de uma grande rede com um nobre objetivo: salvar vidas. Para encontrar um doador compatível, o REDOME realiza uma busca integrada com todos os registros internacionais, acessando os 26 milhões de doadores cadastrados no mundo e as mais de 600 mil unidades de sangue de cordão umbilical disponíveis”, afirma o coordenador do REDOME e diretor-geral do INCA, Luis Fernando Bouzas.

Assista ao Vídeo


Fonte: Redome

HEMOCE intensifica cadastro de doadores voluntários de medula óssea

banner_semana_mobilizacao_medula_ossea_2015O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio, já realizou 254 transplantes de medula óssea, desde 2008, ano em que foi realizado o primeiro no Estado. Este ano, o Ceará superou a meta de cadastro de doadores de medula óssea. Foram aproximadamente 17 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), para registrar as informações de possíveis doadores. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 15 mil voluntários, anualmente.

Para ampliar ainda mais as chances dos pacientes que aguardam na fila de espera por um transplante de medula óssea, o Hemoce realiza a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que vai até o dia 21 de dezembro. Na programação, além da mobilização para o cadastro de doadores de medula óssea em todas as unidades da hemorrede, a semana encerrará com uma confraternização natalina para os doadores, pacientes e a equipe médica de transplantes de medula óssea. O evento, organizado pelo Hemoce em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio, acontecerá na próxima segunda-feira, 21, às 8h, no auditório do hemocentro coordenador, Av. José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo.

A chance de encontrar um doador compatível é uma em 100 mil. O advogado, William Pereira, 42, é um deles. Ele se cadastrou como doador de medula óssea em 2010 na unidade do Hemoce em Juazeiro do Norte. Este ano, foi surpreendido com a ligação do Redome informando a compatibilidade. “Eu me senti extremamente feliz por saber que a minha atitude ia ser decisiva pra salvar a vida de outra pessoa que naquele momento dependia da minha doação para sobreviver”, diz.

Para o processo de doação, a coleta da medula pode acontecer de duas maneiras: por punção direta na região da bacia, um procedimento que leva cerca de 40 minutos, ou por coleta na veia do braço em um equipamento chamado de máquina de aférese, como foi o caso do doador Willliam. “Eu não tive problema algum, foi um processo fácil, praticamente sem dor, além dos médicos e enfermeiros estarem a todo o momento me acompanhando. Eu acho que meu único arrependimento foi de não ter me cadastrado antes”, afirma.

Cada vez que um voluntário se dispõe a ser um possível doador de medula óssea, aumentam-se as chances de compatibilidade com pacientes que precisam de transplante de medula no mundo inteiro, já que as informações no Redome integram a rede internacional de registros de doadores de medula óssea.  Atualmente, o Ceará tem cerca de 150.200 doadores cadastrados. A chance de encontrar um doador compatível fora da família é mais difícil.  Por isso a importância de aumentar o número de cadastro e de pessoas voluntárias dispostas a fazer a doação.

Mais de 200 transplantes de medula óssea

O Ceará fez o primeiro transplante de medula óssea em 2008, ano em que iniciou a parceria entre o Hemoce e o Hospital Universitário Walter Cantídio, com a realização de transplantes de medula óssea autólogo – quando a medula transplantada é do próprio paciente. Em 2013, foi possível também oferecer à população o transplante alogênico, quando o tecido transplantado provém de outra pessoa, o doador. Neste ano, no dia 1º de dezembro, foi realizado com sucesso o primeiro transplante de aplasia medular do Ceará. Em sete anos, 254 transplantes de medula óssea foram feitos no Estado. Só este ano, o Ceará fez 73 transplantes de medula óssea. Desse total, 63 autólogos e 10 alogênicos. Dos doadores cadastrados no Redome, pelo Hemoce, 22 pessoas já fizeram a doação de medula e salvaram vidas de pacientes em países como França, Portugal, Estados Unidos e Argentina.

Transplantes de medula óssea

2008 - 3

2009 - 7

2010 - 14

2011 - 17

2012 - 26

2013 - 56

2014 - 62

2015 - 73

O que é necessário para doar:

Para ser um doador de medula óssea é simples. Basta ter entre 18 e 55 anos de idade, estar bem de saúde, não ter tido câncer e apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. O cadastro será concluído com a assinatura de um Termo de Consentimento e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml). Esta amostra será enviada para um laboratório especializado onde será feito os exames necessários. Os resultados são enviados para o Redome. Sendo constatada a compatibilidade entre doador e receptor, o Hemoce e o Redome entram em contato com o voluntário para que sejam feitos os próximos exames e a doação de medula óssea possa acontecer.

Onde se cadastrar como doador de medula óssea no Estado do Ceará:

HEMOCE - FORTALEZA
Av. José Bastos, 3390 - Rodolfo Teófilo – Fortaleza-CE
Horário de Funcionamento:
7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira
8h às 16h, aos sábados
8h às 13h, aos domingos

POSTO DE COLETA -IJF
Rua: Barão do Rio Branco, 1816 - Centro - Fortaleza-CE
Horário de Funcionamento:
7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira
13h às 17h30min, nos sábados, domingos e feriados

PRAÇA DO FERREIRA  - ATÉ DIA 30 DE JANEIRO
Centro de Fortaleza
8 às 16h, de segunda a sexta-feira e 8 às 14h aos sábados
NO INTERIOR DO ESTADO DO CEARÁ

HEMOCE - CRATO
Rua Coronel Antônio Luís, 1.111 - Bairro: Pimenta
Horário de Funcionamento:
7h às 17h30min, de segunda à sexta-feira
7h às 11h30min, nos sábados

HEMONÚCLEO DE JUAZEIRO DO NORTE
Rua Beata Maria de Araújo, 30 - Bairro: Romeirão - Juazeiro do Norte/CE
Horário de Funcionamento:
7h às 17h30min, de segunda à sexta-feira
12h às 17h30min, nos sábados

HEMOCE - IGUATU
Rua: Edilson de Melo Távora, s/n - Bairro: Vila Centenário - Iguatu/CE
Horário de Funcionamento:
7h às 18h, de segunda à sexta-feira

HEMOCE - QUIXADÁ
Av. Plácido Castelo, s/n - Bairro: Centro - Quixadá/CE
Horário de Funcionamento:
7h às 17h30min, de segunda à sexta-feira
7h às 12h e 13h às 16h30min, aos sábados

HEMOCE - SOBRAL
Rua Jânio Quadros, s/n - Bairro Santa Casa – Sobral/CE
Horário de Funcionamento:
7h às 18h, de segunda à sexta-feira
7h às 12h, aos sábados

Assessoria de Imprensa do Hemoce
Natássya Cybelly
Contato: (85) 3101-2308
E-mail:  natassya.chagas@hemoce.ce.gov.br / imprensahemoce@gmail.com

Fonte: Governo do Estado do Ceará

 

Lei Pietro – 14 à 21 de Dezembro – Semana de Mobilização Nacional para a Doação de Medula Óssea

PRO_0001_15 Semana de Mob. Nacional de Medula Óssea.pngPietro Albuquerque, um jovem gaúcho de 20 anos que sofria de leucemia mielóide e faleceu dias antes da “Lei Pietro” que criaria, em 2009, a Semana de Mobilização Nacional para a Doação de Medula Óssea. A proposta levada à Câmara Federal foi uma iniciativa do pai, o deputado federal Beto Albuquerque, logo depois do filho ter sido diagnosticado com a doença. O principal objetivo da lei era conscientizar as pessoas da importância de se tornarem doadores.

Algumas das coisas que chamaram a atenção do deputado federal foram as dificuldades de encontrar um doador compatível e o baixo número de cadastros de possíveis doadores. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2000 eram apenas 12 mil inscritos no REDOME. Com a criação de campanhas de conscientização e da Semana de Mobilização Nacional para a Doação de Medula Óssea, esse número aumentou para mais de três milhões, tornando o Brasil o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo.

Apesar de não estar mais por aqui, Pietro pode ser orgulhar de ter chamado a atenção sobre a importância da doação da medula óssea e ter participado, mesmo que indiretamente, na recuperação de milhares de pessoas.

A lei designa de 14 a 21 de dezembro a “Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea”. Como o transplante é a única chance de cura, a lei transformou a dor em esperança para milhares de pessoas na mesma situação.

O plenário aprovou o texto às 20h20min do dia 04/02/09, poucas horas depois do falecimento de Pietro. E, no dia 22 de abril de 2009, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.930, que tem como objetivo o esclarecimento e a mobilização do doador voluntário, cuja compatibilidade sangüínea permite ser doador de medula óssea, em vida, sem prejuízo a sua saúde.

Lei nº 11.930, de 22 de Abril de 2009

Institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea.

Art. 2º Fica instituída a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que será realizada, anualmente, de 14 a 21 de dezembro.

§ 1º Durante a Semana, serão desenvolvidas atividades de esclarecimento e incentivo à doação de medula óssea e à captação de doadores.

§ 2º As ações, atividades e campanhas publicitárias devem envolver órgãos públicos e entidades privadas a fim de informar e orientar sobre os procedimentos para o cadastro de doadores e a importância da doação de medula óssea para salvar vidas e sobre o armazenamento de dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - REDOME.

§ 3º A frase a ser difundida durante a Semana é: "Neste Natal, dê um presente a quem precisa de você para viver: cadastre-se como doador de medula".

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de abril de 2009; 188º da Independência e 121º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
José Gomes Temporão

 

Fonte: Lei Pietro

Brasil Cria 1º Remédio a Partir de Organismo Vivo Contra Efeito de Quimioterapia

151204023050_comprimidos_624x351_thinkstock_nocreditUma droga de produção inédita no Brasil, que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer, deve chegar ao mercado no ano que vem, depois de ter sido aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). OFiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil - e o primeiro da América Latina.

Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo.

Para se ter uma ideia, em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.

A nova droga é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000.

Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico. O medicamento permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas.

O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma. Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruze distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a produção própria, o Ministério da Saúde diz esperar economizar R$ 9,3 milhões por cinco anos.

Glóbulos brancos

O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando umacontagem muito baixa de neutrófilos - glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.

A aprovação do remédio foi publicada no último dia 20 de outubro no Diário Oficial da União. O desenvolvimento do biossimilar contou com financiamento de R$ 12 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e levou dez anos para ser concluído.

Organismo vivo

Remédios biológicos como o Fiprima são muito mais complexos do que os remédios tradicionais justamente porque não são sintéticos. Ou seja, não dependem apenas de uma manipulação de substâncias químicas em laboratório para serem produzidos.

Os remédios biológicos são em geral proteínas produzidas por um organismo vivo - que pode ser uma bactéria, uma levedura ou uma célula de mamífero.

Os cientistas alteram geneticamente esses organismos vivos para que passem a produzir exatamente aquela substância de que precisam e nada mais. Eles cultivam, então, os organismos para que se transformem em "fábricas" de proteínas.

"Os primeiros remédios biológicos surgiram nos anos 80", explica a vice-presidente da Eurofarma, Martha Pena. "Quando parecia que a indústria farmacêutica tinha começado a ficar limitada, que tínhamos resolvido parte das doenças e que outras, simplesmente, não conseguiríamos resolver, surgiu essa nova tecnologia que nos permitiu interferir em mecanismos biológicos, receptores de células, algumas formas de vírus."

Tanto é assim, diz Martha Pena, que a Filgastrima foi um dos primeiros medicamentos biológicos desenvolvidos no mundo e, só agora, foi possível criar uma cópia. No caso, o Fiprima.

A farmacêutica tem hoje uma parceria em andamento com o Instituo Bio-Manguinhos, via Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que garante o abastecimento do mercado público e a transferência de tecnologia. Segundo Martha, o mercado privado deve absorver 50% das vendas do biossimilar e o governo, a outra metade.

"O processo de transferência (de tecnologia) prevê a incorporação das diversas etapas de produção paulatinamente", explicou o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Artur Couto. "Neste caso, podemos dizer que o início dos processos se dá imediatamente a obtenção do registro por parte da Fiocruz, o que tem prazo para ocorrer até 12 meses após a assinatura do contrato. Estamos trabalhando para ter o contrato assinado ainda no primeiro semestre de 2016."

Fonte: BBC

Brasileiro faz transplante de medula nos EUA e comemora melhora

naom_56649b98f1be0Em março deste ano, o gaúcho Leonardo Konarzewski, de 21 anos, começou uma campanha na internet para arrecadar dinheiro para viajar aos Estados Unidos e se tratar de um câncer raro do tipo linfoma de Hodgkin. Os médicos brasileiros afirmaram que essa seria a única chance de sobrevivência dele, e com a ajuda de milhares de doações Leonardo conseguiu fazer o tratamento. Nove meses depois, ele fez um transplante de medula óssea e já conta os dias para voltar ao Brasil, informa o Extra.

“Tive algumas complicações durante todo processo, passei mal algumas vezes, mas agora tudo está correndo bem. O importante é que eu finalmente consegui fazer o transplante, o que vai me curar e me trazer de volta pra casa. Com união e solidariedade chegamos lá e salvaram minha vida. Meu desejo é poder voltar pro Brasil ainda antes do Natal, mas tudo depende da minha recuperação. Os médicos estão bem confiantes”, relatou o jovem.

Segundo informações do Extra, Leonardo conseguiu passar pelo tratamento milionário graças ao dinheiro arrecadado na internet. Foi com essas doações que ele e os pais se mantiveram nos Estados Unidos e pagaram as despesas com transporte, alimentação e remédios. Além disso, o governo de Minnesota pagou o transplante e parte da quimioterapia.

O procedimento foi realizado no último dia 20 de novembro, e Leonardo está passando por exames diários para verificar as taxas sanguíneas. No transplante de medula óssea autólogo, também chamado de TMO, Leonardo foi o próprio doador. Os médicos estimularam a medula com medicamento chamado Filgrastim e coletaram células tronco que foram congeladas. Depois de seis dias de doses altas de quimioterapia, o transplante foi feito, no que os médicos chamam de renascimento.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

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